Unidade clandestina da CIA é o tema de "Chaos"

07:07 Share Postado por Edu Teixeira



Quando a emissora líder de audiência da TV aberta americana lança uma nova série - quase no fim de temporada - temos que prestar atenção. A CBS tem em sua grade sucessos como “NCIS”, “Criminal Minds”, “The Good Wife”, “The Big Bang Theory”, “Two and a Half Men”, “How I Met Your Mother”, “The Mentalist”, a franquia “CSI”, e muitas outras. São tantos casos de sucesso, que fica difícil para a emissora arrumar espaço na programação de seriados para novos projetos.

Uma das poucas séries que não vem rendendo boas audiências, mesmo tendo tido um bom começo, é “The Defenders”. Os advogados de Las Vegas foram até transferidos para a pouco querida noite das sextas-feiras, tamanho foi o desapontamento com seu desempenho. O episódio final de sua temporada de estreia, exibido dia 25/03, teve clima de despedida final. Não é sem motivos que a série está sendo dada como virtualmente cancelada pelos especialistas. Foi justamente no slot da série agonizante que estreou “CHAOS”, descrita inicialmente como um drama de espionagem.

Por tudo que li sobre “CHAOS”, esperava um drama sério sobre a CIA, a agência de espionagem e contra-espionagem americana. Após ver o piloto que estreou na última sexta-feira, duas imprecisões ficaram claras.

Em primeiro lugar, a Clandestine Administration and Oversight Services (CHAOS) ou Administração Clandestina e Serviços de Supervisão não é uma unidade clandestina da CIA que usa qualquer meio necessário para concluir suas missões, mesmo que esses métodos sejam, digamos, pouco ortodoxos. O CHAOS do título é um departamento inteiro da CIA, liderado pelo Diretor H.J. Higgins (Kurtwood Smith), um burocrata linha dura para o qual ter sucesso é não falhar. Em segundo lugar, classificar a série como um drama é no mínimo um exagero. A série novata é no máximo uma “dramédia”.

No piloto, o calouro de origem porto-riquenha Rick Martinez (Freddy Rodriguez) é informado por Higgins que a divisão para qual foi designado estava extinta. Martinez simplesmente não pode acreditar que uma vida inteira dedicada ao sonho de se tornar um espião da CIA tenha sido jogada no lixo em apenas um dia. Higgins fica genuinamente tocado pelo desabafo de um novo agente e oferece a ele uma alternativa para continuar na agência: se infiltrar em uma equipe abominada por Higgins e fornecer munição ao diretor para destruí-la.

A equipe em questão é a do Office of Disruptive Services (ODS) ou Escritório de Serviços Desruptores, um estranho grupo liderado pelo cerebral e paranóico Michael Dorset (Eric Close). Billy Collins (James Murray), um ex-agente secreto britânico e a “arma humana” Casey Malick (Tim Blake Nelson) completam o time. O ODS tem pouco ou nenhum respeito pela burocracia e política que envolvem a agência e tomam atalhos sempre que julgam necessário. Seja roubando a cadeira e o computador de um colega hospitalizado, ou até mesmo executando uma missão de resgate no Oriente Médio, sem a autorização de seus superiores.

A série atraiu uma audiência fraca para os altos padrões da CBS, mesmo para as noites de sexta-feira: 6,4 milhões de espectadores, sendo 1,1 na faixa etária de 18-49, a mais desejada. A média da emissora na noite foi de 9,4 milhões, o que dá uma boa noção do desempenho de “CHAOS”.

Gostei do clima da série e da química da equipe ODS. O veterano Eric Close (“Dark Skies”) está perfeito no papel e Freddy Rodriguez (“Six Feet Under”) faz um decente trabalho como o calouro desesperado por sucesso, aceitação e aprovação de seus pares. O resto do elenco também não decepciona. Infelizmente para a série, a história mostra que estreias com pouca audiência significam vida curta. Ainda mais na CBS dos dias de hoje.

Assista ao trailer


Ficha Técnica

Elenco: Freddy Rodriguez (“Ugly Betty”), Kurtwood Smith (“That 70s Show”), Eric Close (“Without a Trace”), James Murray (“Primeval”), Tim Blake Nelson (Minority Report – A Nova Lei), Christina Cole (“Lost in Austen”) e Carmen Ejogo (“Kidnapped”).

Direção: Brett Ratner (X-Men III – O Confronto Final) e Ron Underwood (“Hellcats”).

Produção: Brett Ratner (“Prison Break”), Martha Haight (No Limite da Maldade), Bruce Zimmerman (“Army Wives”) e Harry V. Bring (“Army Wives”).
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